Eliana Tomaz

Eliana Tomaz & Companhia.

ETCEliana TomazComment

Em miúda passei horas a brincar às lojas. Virava uma caixa de fruta ao contrário para servir de balcão. Vendia conchas e búzios, pulseiras de nózinhos que aprendi a fazer e até me lembro de ter um jarro com limonada. Tudo em troca de uns escudos pequeninos.

Depois cresci. Entrei na adolescência e já só me via a gerir multinacionais (estou a brincar! não via nada!). O desejo pela independência cresce a cada dia e a necessidade de encontrar uma profissão torna-se prioridade. Decidi então fazer um curso técnico de 3 anos em vendas - Curso Técnico de Comércio - onde aprendi muito! Era mesmo aquilo, tal e qual. Vendas, Marketing e criação de microempresas. 

Sempre a fugir da arte & design trabalhei nos mais variados departamentos, mas sempre associada ao negócio puro e duro. Até que o meu coração não aguentou mais e cedi-lhe: fui licenciar-me em Design - Arts, Design & Environment - na Universidade das Artes de Londres.

Antes, durante e depois da licenciatura trabalhei em design de interiores, arquitectura e engenharia. Gostei, amei e depois fartei-me. Trabalhava-se em silêncio e falava-se pouco, o que para mim é um grande problema. 

Ainda em relação à minha licenciatura, foquei os meus estudos nas indústrias criativas e culturais, pesquiseis e escrevi sobre o impacto destas industrias na economia de um país (mais uma vez, gestão). Com toda a modéstia, tenho muito orgulho no curso que decidi fazer. 

Fiz mais um punhado de coisas. Há 4 anos abri uma loja online para fechá-la de seguida. Pensei nos mais variados negócios à volta da representação de marcas nacionais no estrangeiro mas acabei por lançar a minha marca própria: a elegante e sofisticada TOMAZ.  

Tudo isto preparou-me para voltar a pôr aquela loja online à mostra. Quero vender o que gosto e representar quem acredito, sem promessas porque a vida ensinou-me que o que é certo agora, amanhã pode já não fazer sentido ou o que não faz sentido agora, amanhã é um grande projecto.
Também é por tudo isto que sou eu, Eliana Tomaz, e a Companhia que se vai juntar a mim. 
Até breve!

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Com Certeza Uma Casa Portuguesa.

Eliana TomazComment

Singela, mas nada discreta, esta casa lisboeta não só se realça pela sua cor vibrante, assim como pelos canteiros aprumados e aparados que cumprimentam quem passa e quem entra. 
Imagino um jardim longo e verdejante nas traseiras, tectos altos trabalhados em gesso e candeeiros de lustre, tábua corrida no chão e toda a decoração de interiores contemporânea de pormenor. 

A casa faz juz à rua onde se encontra, no Paço da Rainha.

É uma casa portuguesa, com certeza.

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GIN LOVERS | zona de conforto do Mário Belém.

Eliana TomazComment

Foi mais ou menos há um ano que o Miguel Somsen me convidou para escrever a primeira Zona de Conforto para a Única Revista de Gin do Mundo, a Gin Lover Magazine

Desta vez visitei a Zona de Conforto do artista e ilustrador Mário Belém, uma casa em Carcavelos que cheira a Verão e convida a ficar, leitura perfeita para este fim de semana.   

Já se encontra à venda, pela primeira vez versão bilingue português-inglês e, para os mais "electrónicos" também podem comprar versão digital. Eu como adoro revistas, folheá-las e cheirá-las deixo-vos fotos de algumas páginas. 

Bom fim-de-semana (e boas férias, se for o caso).  

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Capa pela maravilhosa Ana Gil, uma frescura que apetece abraçar. 

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Grafismo de Alberto Quintas

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Mário Belém, o artista que já nos conquistou a todos. 

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Fotografia de Bruno Barata.

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A revista para lerem este Verão, prometo! 

Interior Styling | O Twist Necessário.

Eliana TomazComment

Muitas vezes perguntam-me se deixei de ser designer de interiores para dar lugar aos acessórios. Claro que não - uma vez designer, designer para sempre, seja de espaços ou objectos. A TOMAZ é o meu maior foco neste momento mas continuo a fazer projectos de interiores, até porque para mim é tão natural como sorrir à beleza da vida.

Por onde passo meto o olho, tiro notas e imagino alterações.

Mas como em tudo na vida, tenho uma área favorita - alterações, melhoramento e renascimentos. É claro que gosto de desenhar de raiz (e fiz muitos projectos a partir do zero) mas acho que sou muito mais feliz (e dou muito mais felicidade) a renascer espaços que já existem e já estão a ser vividos. 

Um bom exemplo é este projecto que estou a fazer para a Elizabeth, matriarca de uma família de 4 pessoas cheias de vida, alegria e sempre dispostas para pôr mãos à obra (e na massa).

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Este projecto de Interior Styling passa por fazer um levantamento do mobiliário existente, perceber as funções de cada divisão da casa, propor alterações às mesmas se necessário e só depois propor uma lista de compras. 

A maior parte das vezes o segredo está na (re)organização, num twist aqui e ali, escolher uma cor de fundo e uma linguagem consistente para o conforto se rejuvenescer em cada canto da casa. 

A Casa E Eu | Ano III.

Eliana TomazComment

Faz hoje 3 anos que vim viver para esta casa na Rua do Olival em Lisboa. 

Ainda que tenha defeitos, adoro viver cá e da vista maravilhosa para o Rio Tejo e Cristo Rei que me oferece todos os dias. 

Gostava que fosse minha, mas não é. Gostava de lhe fazer umas obras bonitas, mas não posso. Mas não é por isso que deixa de ser a minha casa favorita desde que comecei a viver sozinha em 1999. 

Quando vim para cá pude dar-me ao luxo de ter um walk-in-closet separado do quarto mas há quase um ano tive que abdicar dele para dar lugar ao workshop / atelier /escritório da TOMAZ.

Provavelmente daqui a um ano haverá mais mudanças, mais adaptações, quem sabe? Afinal as casas são como nós - adaptam-se às nossas necessidades, prioridades e claro, também aos pequenos luxos que a vida nos proporciona.

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Do lado esquerdo o escritório, do lado direito o workshop da TOMAZ.

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À esquerda o corredor, de frente a estante dos livros sobre tudo. 

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A estante de parede com os meus objectos favoritos, alguns herdados, outros presentes e alguns comprados em várias cidades do mundo. 

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Pormenor do meu quarto com um print de Edward Lear (1880), The Dark Blue Bird comprado no V&A Museum em Londres, a minha famosa Mini-Me by Fulana, Beltrana Sicrana de Benedetta Maxia, dois cactos (senti necessidade de trazer plantas para o quarto) e uma das caixas que trouxe do Japão. 

É uma casa portuguesa, com certeza, mas com os olhos postos no mundo e nas galáxias que daqui se avistam.