Eliana Tomaz

styling de interiores

Interior Styling | O Twist Necessário.

Eliana TomazComment

Muitas vezes perguntam-me se deixei de ser designer de interiores para dar lugar aos acessórios. Claro que não - uma vez designer, designer para sempre, seja de espaços ou objectos. A TOMAZ é o meu maior foco neste momento mas continuo a fazer projectos de interiores, até porque para mim é tão natural como sorrir à beleza da vida.

Por onde passo meto o olho, tiro notas e imagino alterações.

Mas como em tudo na vida, tenho uma área favorita - alterações, melhoramento e renascimentos. É claro que gosto de desenhar de raiz (e fiz muitos projectos a partir do zero) mas acho que sou muito mais feliz (e dou muito mais felicidade) a renascer espaços que já existem e já estão a ser vividos. 

Um bom exemplo é este projecto que estou a fazer para a Elizabeth, matriarca de uma família de 4 pessoas cheias de vida, alegria e sempre dispostas para pôr mãos à obra (e na massa).

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Este projecto de Interior Styling passa por fazer um levantamento do mobiliário existente, perceber as funções de cada divisão da casa, propor alterações às mesmas se necessário e só depois propor uma lista de compras. 

A maior parte das vezes o segredo está na (re)organização, num twist aqui e ali, escolher uma cor de fundo e uma linguagem consistente para o conforto se rejuvenescer em cada canto da casa. 

As Escolhas De Eliana Tomáz | blogger, designer e fundadora da TOMAZ.

Eliana TomazComment

Há precisamente um ano, no Dia Internacional da Mulher, a Revista LuxWoman partilhava as escolhas de Eliana, a blogger por detrás de I Design Therefore I Am e a designer fundadora da TOMAZ.
Já falava no sonho que era ter uma marca própria mas estava longe de imaginar que a TOMAZ nascia nesta (e desta) forma. A verdade é que está cá, a dar os seus primeiros passos, umas vezes mais tortos que outros.

Dia da Mulher quer dizer que é o dia força sobre-humana, da esperança, dos sonhos, dos sorrisos e das conquistas. Não desistam! Se têm um sonho, materializem-no. Não é fácil mas garanto-vos que vale a pena. 

Clica aqui para ler as minhas escolhas em Londres, as melhores viagens que fiz p'lo mundo fora, a minha relação com Lisboa, o conforto da minha comfort zone, exemplos fantásticos de Portugal Empreendedor, onde passo mais tempo (no sofá e à mesa), o meu comportamento às compras, o amor por animais, o meu fitness (que passou da Yoga para a Ballerina Body), a loucura por canhotos e revistas e, the last but not the least, os constantes desafios - tudo ilustrado com muitas fotografias. 

#diadamulher #asescolhasde #dreamedbytomaz #tomazdesign #luxwoman 

O Amor Pelo Inverno.

Eliana TomazComment

Os mais friorentos e renascentistas jamais concordaram comigo mas a verdade é que o Outono e Inverno têm tanta beleza como as estações opostas a estas.

Nada se compara a mais uma manta que colocamos sobre a cama para nos aquecer enquanto repomos as energias necessárias para o dia seguinte, nem à beleza que é o Sol entrar casa adentro ocupando mais e mais metros quadrados do que nas estações mais quentes, podendo assim apreciar-se ainda mais a força do astro rei. 

A decoração da casa é mais confortável, acolhedora e apela muito mais a aproveitar casa cantinho - mais uma chávena de chá que se bebe, mais um copo de vinho tinto que se saboreia, mais uma refeição entre amigos e família. 

Que 2016 seja de muito conforto e que brilhe tanto como o Sol que irradia o nosso país.
Já agora, que as chuvas de Inverno lavem  as mágoas que tenham ficado e que nutram e hidratem todos os sonhos para este ano.  
Feliz 2016. 

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Moshi Moshi, o gato castanho chocolate que só consegue receber sol directo no Inverno. 
Miu Miu, a gata branco pérola que passa os dias todos do ano à procura dos raios de Sol e calor humano.

A Casa da Mariana e do Diogo | O Contemporâneo Renascentista.

A Casa DeEliana TomazComment

Assim que entrei na casa Dias Coutinho a sensação foi de estar a entrar para um quadro renascentista (mas contemporâneo). Poderia ser um quadro neo-renascentista, mas não! É exactamente um espaço renascentista contemporâneo onde tudo está representado ao mais ínfimo pormenor numa linguagem visual contemporânea, simples e muito pragmática.

A casa é infinita, ao pormenor e de traço suave. Os tectos estão lá em cima, altos como mandava na época que foram desenhados. O branco predomina e é a madeira de pinho em vários pormenores interiores que o torna imaculado. O chão em soalho de madeira escuro vem dar o calor e conforto que uma casa desta dimensão exige. Um espaço de poucas palavras mas as que diz, di-las num tom meigo como eu imagino que os 3 filhos do casal sejam.

Mariana Dias Coutinho, artista plástica conhecida pelas histórias românticas e poéticas que conta pelos muros e paredes das cidades e ainda pela fantástica série “Pedregulhos” que, sem querer ser redutora, passa por dar personalidade a meros pedaços de pedra, algo que raramente é apreciado fora de contexto. Diogo Dias Coutinho, empresário e o criador dos pequenos pormenores em madeira que vos vão saltar à vista quando menos esperarem. E ainda a Inês, a Caetana e o Simão sem nunca esquecer o maravilhoso, divertido e amiguinho Choné, um Ratonero Bodeguero.

Agora entrem, respirem fundo porque o belo está diante de vós. Bem-vindos!

Entra-se e percebe-se que a qualquer momento podemos ouvir piano. A sala de estar está para lá daquela porta que deixa passar uma nesga mas para chegar lá há que virar à esquerda e passar pelo escritório do Diogo onde exibe uma estante embutida onde eu poderia perder horas a ler nem que fosse somente as lombadas daqueles livros todos. No momento que apreciava ao pormenor o pormenor, o Choné deu os ares da sua graciosidade e deita-se à porta da sala – depressa o conquistei e deixou-me passar!

Sai-se da sala, passa-se o hall e de repente um corredor que promete ser longo e alto convida-nos a entrar. Não se vê o fim – uma ligeira curva não permite ver até onde vai mas também não interessa. Os detalhes decorativos são tão bonitos e a promessa do que se segue é tão interessante que deixei de imaginar o que estaria para lá da curva.

Silêncio. O quarto do casal é o silêncio – só!
Pormenores dourados sobre o branco, assimetrias à cabeceira, amor desenhado por um dos filhos. É só isto – e é isto que faz do silêncio o equilíbrio que se procura sempre num quarto. 

A primeira palavra que me vem à cabeça quando penso nos 3 quartos dou miúdos é “democracia”. 3 irmãos que julgo serem diferentes, idades relativamente seguidas, duas meninas e um menino mas os quartos são democráticos. Não são iguais porque há um bocadinho de cada um deles bem definido, mas efectivamente são democráticos –e parece-me também que são os irmãos que exercem a soberania lá em casa.  

Nada se compara a uma casa de banho grande, iluminada por luz natural e luminosa no início de cada manhã. Esta tem tudo isto e ainda a privacidade que este espaço requer. 

Percorrido o corredor e todas as divisões privadas, encontramos uma porta dupla que se abre para uma sala digna de jantar. Imaginei a mesa repleta de alegria, comida confortável e bom vinho, adultos a brindarem à saúde, as crianças a correr de um lado para o outro e o Choné a tentar decidir atrás de quem é que vai! Uma história diferente daquelas que a Mariana conta nos seus murais, mas tão poética como o seu traço e que nos eleva com tanta graciosidade como um Fresco de Raffaello ou Michelangelo.

A cozinha é um espaço estilizado verde menta que remata (e refresca ainda mais) a casa. Tenho a certeza que, no momento que ali entrei os meus olhos brilharam ainda mais. Sorri ainda mais e ainda mais vontade tive de lá voltar – nem que seja para ouvir a criançada a correr de um lado para o outro ou quem sabe até fazer parte das brincadeiras deles corredor fora.

Uma casa completa e repleta ainda que para Mariana esteja a faltar uma coisa – uma horta! Acredito que sim mas também acredito que a qualquer momento nasce uma, nem que seja na varanda estreita da cozinha ou quem sabe até, uma horta vertical a descer paredes abaixo junto às portas brancas e esguias, como se de um Fresco tridimensional se tratasse.   

Restyling depois das férias.

Eliana TomazComment

Antes de ir de férias fiz umas mudanças necessárias cá em casa - precisava mudar as funções de algumas divisões. Um espaço criativo e funcional foi-me naturalmente imposto. 

No inicio achava que iria levar o quarto para o closet mas para mim dormir tem de acontecer num espaço o mais clean possível. Pensei melhor e decidi criar o estúdio dentro do walking closet.

Mas este desafio não ficou resolvido antes de férias. Fui com um problema para resolver - o espaço não estava como queria: havia uma peça de mobiliário fora do puzzle. 
Durante as férias não pensei nesta peça desirmanada, mas assim que voltei a casa, lá estava ela a olhar para mim e a pedir solução. 

Umas horas depois (e antes de preparar um gin&tonic para celebrar o meu regresso a casa) estava tudo no sitio certo. Melhor ainda, acabei por arranjar um espaço na sala para a minha poltrona de orelhas e os sempre variados livros que vou lendo dependendo do meu estado d'alma. 

Não deve haver maior prazer que chegar de férias, bronze equilibrado, ar saudável com a nossa casa mais bonita, mais airosa e confortável para os meses que se seguem, pois não?

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Verdade seja dita: estou muito satisfeita com a craição dum estúdio / escritório cá em casa. Mais ainda: adoro ter a secretária fora da sala de estar e jantar - acabaram-se saltinhos rápidos ao computador! Se estou na sala é para descansar, seja a ver as minhas séries favoritas, ler ou mesmo conversar com amigos - a qualidade das minhas noites aumentou significativamente.