Eliana Tomaz

Sempre fui uma miúda muito independente, não sei se por ser a filha do meio ou se é mesmo de feitio (por acaso acho que é pelas duas razões). Por ser muito independente também sempre falei muito comigo própria, ou não fosse eu a minha própria companhia.
Imaginava sempre como é que os objectos lidavam uns com os outros, se um copo era mais forte que uma faca, se os sapatos viam por onde andávamos e se as calças ficavam tristes quando as rasgávamos no recreio.

Agora mais velha, os objectos que me rodeiam têm outras histórias para contar. Tão reais como as de infância e com referências à minha essência - afinal, os objectos também fazem parte da nossa vida.