Eliana Tomaz

Restaurante Bastardo

À Mesa Com O Bastardo | Japão VS Portugal.

À Mesa DeEliana TomazComment

Quem diria que é na cozinha que eu sou feliz? Bem que o meu pai dizia que eu devia passar lá mais tempo… mas ele referia-se à lida da casa, tachos e guisados, já eu refiro-me às conversas com os chefs que desafiam a gastronomia convencional todos os dias, que se inspiram nas suas raízes e nas cozinhas das suas mães para hoje nos darem o melhor.
Luís Rodrigues é capaz de ser um dos melhores, se não o melhor, exemplo do que digo.

Por duas vezes falei com ele e em ambas mencionou as suas raízes:
1ª Jantava no Bastardo com um amigo. O chef veio à mesa perguntar-nos se tínhamos gostado e a conversa acabou por se desenrolar naturalmente.
2ª Na sua cozinha com a sua equipa a propósito do evento Japão VS Portugal.

Esta é a fotografia mais soberba e é com ela que ponho a mesa. Sentai-vos - o jantar vai ser servido!

Ontem foi o primeiro de dois jantares, ou melhor, rounds entre a gastronomia portuguesa e a japonesa. O chef Pedro Almeida do Midori ficou com uma parte da cozinha do Luís Rodrigues e o desafio começou. Eu, para apanhar tudo e sem preferências, ora estava dum lado ora do outro. Como seria de esperar, foi uma luta gulosa, justa e daquelas que só resultam vencedores – viva as parcerias e as partilhas.  

São 4 rounds, 8 pratos – sai um tuga, segue-se um japónico, nipónico! Para rematar seguem as sobremesas e para acompanhar vinhos lusos. As duas equipas juntas contavam com 7 elementos (+ eu e outro moço de máquinas em punho e água na boca).

A quem puder, vá lá hoje. Quem não puder, vá lá outro dia ou fique atento porque o Bastardo tem mais destas na manga. Também tem a próxima carta pronta para desvendar muito em breve e, segundo o chef e a Francisca (uma das cozinheiras), fiquei a saber que é ainda mais yummy.
Só peço uma coisa: ide com tempo, porque naquele restaurante dá vontade ficar, saborear e conversar. 

Ceviche de bacalhau, cebola roxa, puré e menta.

Nigiri de cogumelos eringi com pimenta sancho e manteiga de citrinos.

Raia, alhada de batata, ovinho e molho pitau.

Gunkan de lula crocante e espuma de manga picante.

Katsudon de salmão com gema a baixa temperatura.

Entrecostelas, feijão, xarém e pimentão doce.

Cereja, queijo de cabra, praliné e borragem.

Arroz doce com chá verde e yuzu.

Depois disto tudo despedi-me com um adeus e um gigante obrigada – até uma próxima! A minha vontade era mesmo dar um abraço apertado a todos, mas nestas coisas sou muito envergonhada. Fico de bochecha rosada (achavam eles que era dos fornos e fogões a bombar...), sem jeito e saio porta fora. Mais uma vez, obrigada Luís Rodrigues, Pedro Almeida, Carlos, David, Chica, Carla, Lena e Luis Neto não esquecendo a Bárbara, Sara e Alexandre. 

Estar nos bastidores, sentir aquele frenesim todo, o calor que incomoda, ver as falhas que acontecem ou os pratos que se partem dão-me uma perspectiva bem diferente daquela que tinha quando só me sentava à mesa para comer. Ser chef, pasteleiro, cozinheiro e ajudante não é tarefa fácil. Coordenar tudo com o chefe de sala até ao cliente que espera ansioso para ser deslumbrado com um manjar real, muito menos. Talvez seja nisto tudo que faz da comida e do comer um dos maiores prazeres que nós, seres humanos, temos o privilégio de sentir. Bom apetite!

NOTA: todas as fotos foram tiradas com uma pequena sony, sem flash nem tripé. 

Bastardo com Pedigree.

À Mesa DeEliana TomazComment

Em muitas ocasiões sou repetitiva, mas só mesmo naquelas que valem a pena, por fazerem bem ao corpo e à alma, por serem bonitas, positivas, inspiradoras ou cheias de graça - LISBOA ROCKS!
É sem dúvida uma cidade do mundo, com estilo e muito charme!
Aos bocadinhos lá nos vamos manifestando, com alguma ambição e algumas reservas (esta é uma das vantagens de viver numa economia frágil e fraca - esbanjamentos há poucos).

E como é que isso se sente ou experimenta?
Com o nascimento de espaços como o Bastardo. Um restaurante com uma estratégia bem definida, comida deliciosa e uns interiores de se lhe tirar o chapéu. Elegantemente bem decorado por Mónica Penaguião, com peças de designers do Mundo e uma comunicação clara (e simples) mostra como é possível “enfiar o Rossio na Rua da Betesga”.

Tem vários serviços ao dispor de por quem lá passa – almoço, jantar, lanche e serviço de bar (óptimo para rematar o dia de trabalho com um cocktail da moda).
Tudo está equilibrado no primeiro andar do Hotel Internacional pela sábia mão do Chef Luís Rodrigues.

Ora vê lá e diz-me o que te parece.

A fazer sorrir logo à entrada.

A fazer sorrir logo à entrada.

Favela     dos irmãos Campana para a Edra.

Favela dos irmãos Campana para a Edra.

So stylish, isn't it?

So stylish, isn't it?

Uma montra da   Vitra   lá atrás e (sem certezas) em primeiro plano à direita uma cadeira de   Piet Hein Eek   (amo PHE).

Uma montra da Vitra lá atrás e (sem certezas) em primeiro plano à direita uma cadeira de Piet Hein Eek (amo PHE).

O Bar.

O Bar.

Na terça-feira fui lá jantar com a Joana e com a Ana Maria e no dia seguinte fui beber um chá de menta e gengibre com a Filipa. Para ambas ocasiões é um sitio a ir (e ficar). 

Na terça-feira fui lá jantar com a Joana e com a Ana Maria e no dia seguinte fui beber um chá de menta e gengibre com a Filipa. Para ambas ocasiões é um sitio a ir (e ficar). 

Um Croque Senhora de se lhe fazer uma vénia.  

Um Croque Senhora de se lhe fazer uma vénia.